quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

E mais uma vez você chora pelo que jurou não mais sofrer. Disse que aceitaria, falou sobre o tempo certo, declamou frases feitas e trechos de música pra tentar se convencer. Mas não adiantou, pois o desejo é urgente, os sonhos pulsam dentro de você. E quanto mais perto parece chegar, mais dolorosa se torna a espera. E você queria tanto não esperar, não é mesmo?  

domingo, 11 de novembro de 2012

“Vai devagar… Pensa duas, três, quatro, quantas vezes forem necessárias pra não fazer bobagem. Cuida do teu coração, cuidado com quem você deixa entrar. Espera o tempo passar. Acredita menos… As pessoas não são tão legais quanto aparentam ser. Quem acredita menos, sofre na mesma proporção. Até quando você achar que é verdade, desconfie um pouquinho. Faz bem não se entregar totalmente logo de cara. Se arrisca mais, por você. Tenha coragem para dizer tudo que tens aí guardado. Seja forte para conseguir se manter calada perante alguns. Muda de rumo. Quando te mandarem ir por lá, vai pelo outro caminho. Ou vai apenas, pelo caminho do teu coração. Se você não aguentar mais fingir… Chore. Depois que você acabar de chorar, vai sentir-se mais leve. E então vai levantar a cabeça, lavar o rosto, pôr uma roupa bonita no corpo, um sorriso escandalosamente lindo no rosto e dizer que chega, que você vai é ser feliz. Eu sei, é assim mesmo. E vai funcionar! Não diga “nunca”, nunca. Irônico, não? Mas não diga. Porque essa vida é incrivelmente engraçada. Mais uma coisa. Você não pode ter medo que as pessoas te machuquem, viu. Porque as pessoas vão te machucar de vez em quando, até mesmo aqueles que você mais confia e admira. Não vão fazer por mal, mas somente porque são humanos. Cometemos erros ridículos com pessoas maravilhosas. Faz parte. Não esquece que cada um é cada um. Somos diferentes. Graças a Deus, somos. Vive um dia por vez, sem pressa e sem querer ser mais rápida que o tempo. E por favor, vai ser feliz, que tu ainda tem muito por viver.” 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Quem nunca?

Quem nunca pegou aquela caixa cheia de CARTAS e começou a ler uma por uma e notou que cada ano que passava vamos crescendo e que hoje muitos daqueles bilhetinhos parecem ser escritos por crianças... Quem nunca pegou essa mesma caixa e começou a chorar por SAUDADE DO PASSADO que era muito bom... Quem nunca começou a fazer aquela limpeza no quarto e parou TUDO para olhar as FOTOS e lembrar de todos os momentos já vividos... Quem nunca se irritou com a VIDA e jogou tudo pro alto, se trancou no quarto e não quis falar com ninguém... Quem nunca quase desistiu de ir a uma FESTA porque não achou uma roupa e se não fosse aquela amiga você teria perdido a melhor festa do ANO... Quem nunca entrou em DEPRESSÃO e pensou que a sua vida é PIOR de todas... Quem nunca teve AQUELES dias que não podia nem passar na frente do ESPELHO que já se achava gorda, feia, com espinhas, branca, cabelo palhoso e muito mais...Quem nunca se revoltou com a vida e foi GROSSA até ...com o porteiro que não tinha nada a ver mais LINDA de todas e quando chegou na festa o cara estava ficando com aquela VACA que você simplesmente ODEIA... Quem nunca ganhou um PRESENTE de algum familiar que achou horroroso e falou que era lindo só por educação... Quem nunca escutou aquela MÚSICA que era de vocês dois e começou a CHORAR, pois viu que tudo que tinha pensado em ter esquecido, ainda está DENTRO de ti... Quem nunca começou a RIR com as amigas sem nenhum motivo e não teve mais vontade de parar... Quem nunca encontrou aquele alguém ESPECIAL do passado e viu que ele mudou... Quem nunca BRINCOU de esconde-esconde... Quem nunca entrou na piscina de NOITE... Quem nunca passou uma TARDE toda no telefone... Quem nunca pensou ser a pessoa mais FELIZ, mesmo que por um segundo?

quarta-feira, 25 de julho de 2012

"Euforia, entusiasmo, porque sentir é um verbo que se conjuga pra dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora..."

A gente não sabemos escolher presidente
A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente...

"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!

A gente faz carro e não sabe guiar
A gente faz trilho e não tem trem prá botar
A gente faz filho e não consegue criar
A gente pede grana e não consegue pagar...

* Publicado no face pelo meu amigo Robson Ribeiro.

As pessoas suportam tudo, às vezes, ainda procuram exatamente o que será capaz de doer ainda mais fundo, o verso justo, a música perfeita, o filme exato, punhaladas revirando um talho quase fechado, cada palavra, cada acorde, cada cena, até a dor esgotar-se autofágica, consumida em si mesma, transformada em outra coisa que não saberia dizer qual era.



terça-feira, 24 de julho de 2012

Muitos me perguntam porque sou fã... A amo pelo talento, pela sua arte e pelo sentimento que esta desperta em mim e não admiro apenas a beleza de fora, mas também a sua beleza interior. Raramente nos encontramos pelas palavras e pensamentos de alguém.

Quantas vezes as suas letras não falaram comigo, me ampliando horizontes e quantas vezes chorei, sorri e dancei com elas e muitas vezes a sua voz me fez companhia em tardes, manhãs e noites vazias. E aos que dizem que é fanatismo e blá blá blá, só posso dizer que a considero uma ótima influência, tanto artística (musica, cinema, literatura, artes plásticas) como para a vida, ela é pra mim referência como ser humano. Enfim, amo mesmo!! rs Por tudo que ela é, faz e pelo que sou hoje, pela parte de mim que ela ajudou a construir... Com todos os meus erros e acertos, sonhos, amores e saudades... ;) Ana Carolina ♥

quarta-feira, 11 de julho de 2012

"Quem me vê por aí, caminhando presentes e exibindo o viver a cada tempo, não imagina quantas vezes eu já morri nessa vida. E ainda morro. De amor, de saudade, de medo, de dor, de vergonha, de vontade, de rir, de chorar, de chorar de rir e por tanto sentir e, ainda assim, (sobre) vivo."


domingo, 8 de julho de 2012

 Sei que é estranho, mas sinto saudade de tudo que não vivi com você. Ultimamente ando meio assim, deve ser coisas da idade ou a solidão batendo na porta. Lembro com carinho que você sempre dava um jeito de mandar uma mensagem, estivesse você casado, namorando ou ilhado num templo budista, era como se dissesse sem dizer: "Sei que já faz tempo, mas eu ainda amo você". Sinto falta do seu abraço e do seu olhar que dizia tudo sem pronunciar uma palavra sequer e hoje me vejo aqui lembrando sozinha trancada no mundo. Você nunca soube, mas eu te amei. Sempre fui assim, as pessoas que realmente mereciam nunca ouviram isso de mim, agora não tenho nem como me arrepender, você já tem alguém para preencher o lugar que sempre foi meu, mas eu nunca quis ocupar. Talvez um dia você ligue para dizer que continuo sendo sua grande e velha amiga, ai sim eu vou dizer: "Sei que é tarde, mas ainda amo você".

sexta-feira, 25 de maio de 2012

VOCÊ É...

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.

Martha Medeiros

domingo, 8 de abril de 2012

TODA MANHÃ - FABRÍCIO CARPINEJAR

A você, que tem um porta-retrato do filho ao lado do computador, com folhas atoladas na segunda gaveta, que não acredita em nada mais para não forçar a esperança a acreditar em você, que entrou neste livro talvez por acidente ou por curiosidade, que mal passou os olhos pela primeira linha e viu que não era com você, peço que fique mais um pouco para descobrir realmente que não é com você. Nada disso é com você; e tudo pode vir a ser. 

É com você, que nunca está satisfeita com a altura da cadeira, mas também não sabe como girar a manivela, que diminui os passos para escutar o bambu plagiando a chuva, que falo. 

A você, que gostaria de ser mais percebida, mais elogiada, mais viva, que ninguém nota o vestido novo, o cabelo cortado, que chega ao trabalho pensando que causará outra impressão, e o espaço vai repetindo o dia anterior. 

A você, que cuidou dos irmãos pequenos, que comprava cigarro para o pai e leite para a mãe, que teve que pular a janela para sair com os amigos. 

A você que não está satisfeita com o emprego, com os hábitos, com o número das calças, com o guarda-roupa, com o guarda-chuva, que espera as próximas férias como um domingo prolongado, que gostaria de dormir mais e ser penteada pelo vento antes de acordar. 

A você, cheia de expectativas, que se diplomou e pensou que tudo estaria resolvido, que se casou e pensou que tudo então estava pronto, que teve um filho e pensou que tudo estava chegando. Não a conheço, muito menos sei o que lhe aconteceu na infância, qual foi o primeiro namorado, a primeira transa, o primeiro choque, o primeiro porre, o primeiro do primeiro amor, o primeiro do último amor; é justamente a você que começo a escrever dentro de sua desistência. 

A você, que nunca pensou que o riso também precisa de aquecimento para não se machucar em rugas, que deseja ler de manhã e viver o que se lê de tarde, e que não lê de manhã e nem vive de tarde, e sobra a noite para fazer de noite. 
A você, que é uma promessa de cheiro, de chá, que coloca perfume nos pulsos e no pescoço, que tem receio de chorar onde não se chora, de falar o que não se deveria, que se controla e se autocensura para não se entregar. 

A você, que passou a vida a disciplinar o desespero, que segura a bolsa perto do quadril, que é suave para olhar de canto. 

A você, que está aqui e não se resolve, porque não é aqui que está, mas dentro daquilo que procura. Alguns procuram um endereço; outros, um sentido. 

A você, que escuta o sangue e não entende. 

A você, que quer explicações para não se contentar com relatórios, para não se apaziguar em brincadeiras, que não usa relógio para não ser infiel à aliança, que repara as laranjas germinando abelhas na hora do almoço. 

A você, que não duvida ao assinar o nome, mas troca invariavelmente a data. 

A você, que em toda manhã regressa de seu mais fundo e ninguém repara o seu esforço para subir à superfície. 

A você, que parece sombra quando a água passa, que parece água quando a sombra senta; a você quero dizer: eu desapareço em você.


sábado, 7 de abril de 2012


Me surpreende como amo cada fase tua...
Me orgulho dos seus passos.
Seu passado e seu presente. Falante ou introspectiva;
Sempre linda. Ana Carolina Souza ♥

terça-feira, 3 de abril de 2012

Eu!
Não vim aqui
Pra entender ou explicar
Nem pedir nada prá mim
Não quero nada prá mim...
Ana Carolina ♥ 29/03/2012

sábado, 17 de março de 2012

Se você não sabe da dor, dos tombos; daquilo que feriu e muito menos das cicatrizes que ficaram... Se não entende o que me motiva a seguir em frente, apesar de tudo, todos os erros, todos os enganos, medos, culpas e ausências. Não sabe das minhas perdas, das saudades e do poder da minha fé. Não ria dos meus sonhos, repeite aquilo que não é capaz de entender. Não fale do que não sabe.


domingo, 11 de março de 2012


Fã de Ana Carolina

Dava pra fazer uma declaração de amor com cada trecho de suas canções...

Ela é puro sentimento – que transborda, contagia e emociona – é um todo de paixão, desejo, saudade e, sobretudo amor “da cabeça aos pés”. Tem um olhar que inebria, um sorriso que encanta, uma voz que dispensa comentários, ora meiga, ora fatal, tímida e extrovertida, menina – mulher, “ela une todas as coisas”, ela é Ana Carolina...


De letra e melodia à poesia em canção, ela traduz o momento, desvenda segredos e sentimentos, sonhos e desejos.

A gente sonha, ri, grita, chora, se entrega, compartilha a emoção de um Show como se não houvesse amanhã. É intensidade num grau!! rs
Fã é um caso sério!! Fica feliz com cada vitória - vibra, comemora – e como comemora – Sofre junto também, defende, torce, torce muito.

As brincadeiras, os sorrisos, as frases ditas nos Shows, a gente lembra, se emociona, sente saudade, ri, comenta - “momentos que são nossos e que não abrimos mão”.

É admiração, compreensão, respeito, carinho e amor, muito amor. Não há distância, nem tempo, porque “O amor é o único sentimento que não precisa de um passado pra existir...” Amor de fã é pra sempre!!

Temos muito orgulho do seu belíssimo trabalho, do seu jeito de ser, da sua trajetória de sucesso, enfim, da artista que ela é, nos estúdios e palcos e também na vida.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

* Eu


Eu não sou legal, não mesmo. Acho que sempre tenho razão e quando minhas previsões dão certo olho com a cara mais abominável do mundo, dou um sorriso irônico e falo o clássico eu-te-avisei. É que, em geral, eu tenho razão. Essa é a primeira – e mais importante – coisa que você precisa aprender a meu respeito. (...) Não sei receber elogios, fico sem saber o que fazer, me atrapalho e acabo trocando de assunto. Sorrio para disfarçar desconfortos. 
Eu posso simplesmente não gostar de você sem motivo algum. Mas se eu gostar de você aviso de antemão que você é uma pessoa de sorte. Eu me entrego. Eu amo poucos. Mas esses poucos, pode apostar, amo muito.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

TODA MANHÃ

Texto lido depois de "O Cristo de Madeira"

"A próxima canção é para você que tem o retrato do filho ao lado do computador, com folhas atoladas na segunda gaveta;

Que não acredita em nada mais pra não forçar a esperança acreditar em você;

Que entrou nesse show talvez por acidente, ou por curiosidade;

Que mal passou os olhos pelo palco e viu que não era com você;

Peço que fique mais um pouco pra descobrir que realmente não é com você;
Nada disso, é com você, e tudo pode vir a ser;
É com você que nunca tá satisfeita com a altura da cadeira, mas também não sabe como girar a manivela;

A você que passou a vida a disciplinar o desespero, que segura a bolsa do lado do quadril, e é suave pra olhar de canto;

A você que está aqui e não se resolve, porque não é aqui que está, mas dentro daquilo que procura - alguns procuram um endereço, outros um sentido;

A você que não duvida ao assinar o nome mais troca inváriavelmente a data;

A você que toda manha regressa no seu mais profundo, e ninguém repara o seu esforço pra subir na superfície;

A você que parece sombra quando a água passa, que parece água quando a sombra senta;

A você quero dizer: eu desapareço em você!"

Autor: Fabrício Carpinejar (Adaptado p/ o show N9ve)

domingo, 31 de julho de 2011

sábado, 30 de julho de 2011

Tua cidade ♥


Se você soubesse desse grito
Que eu trago preso na garganta
E dessa dor só por saber
Que te explicar não adianta - entenderia

Que a razão do meu cansaço
É essa vontade de te ver
E que em tudo que eu faço
Tem um pedaço de você

Se você soubesse desse trem
Que corre solto no meu peito
E dessa febre que me faz arder
Em sua espera no meu leito - perceberia

Que as estradas onde passo
São estradas por só ser
São atalhos que eu traço
Pra chegar até você

Pois a cidade mais bonita
É a que encontro nos teus braços
Na vertigem dos teus beijos
E no calor do teu abraço