Às vezes as coisas parecem tão... Contrárias. É como se você se olhasse no espelho e ao invés de se encarar ao contrário no reflexo, você se depara com o reflexo do seu ao contrário – e isso me assusta apenas com o pensar.
Contudo, fiz como as personagens irritantes de filmes de terror fazem – elas correm em direção ao perigo, elas saem de casa mesmo com medo, elas se esquecem de trancar portas, gritam quando devem correr e o mais irritante: perguntam se o assassino está lá – eu encarei este pensamento que me dava medo, afinal ele não iria me enforcar ou enfiar uma faca no meu peito. Ao menos eu pensava que não.
Percebi assim, que os contrários estão por toda parte. E juntos os contrários formam um só, ou seja, mesmo sendo opostos eles trabalham por apenas um motivo. Por apenas um sentido... Descobri que duas antíteses, formam um paradoxo.
Então este paradoxo de duas pernas caminha. E caminha incansável. Dia após dia, noite após noite. Caminha ele por um jardim perfeito. O sol brilha forte, todavia não o bastante para prejudicar o belíssimo jardim.
A brisa fresca de verão faz com que os botões de rosa já abertos confundam-se com borboletas. Borboletas enraizadas. Borboletas que desejam, mas não podem voar. Essas rosas-borboletas ou essas borboletas-rosas são como metáforas num dia chuvoso. Completas pelos eufemismos que se disfarçavam de abelhas e vespas, que, ironicamente, dão ferroadas em sapos e pássaros, os superlativos daquele jardim.
Mas nada, nem abelha, nem sapo, nem comparações e menos ainda personificação que fosse, ousava entrar no caminho do paradoxo com pernas de espelho. Ele era o dono da rua, o rei da verdade. Já que a verdade nada mais é do que um próprio paradoxo, assim como a mentira e mais ainda é parecido com a justiça.
O paradoxo é simples. Sua complexidade o torna simples, já que não se trata de entender o paradoxo e sim as antíteses que o formam, ou seja, trata-se de entender a si mesmo.
Para cada dúvida no canto de nossa mente, há uma dúvida correspondente nos extremos do coração. E para cada duas dúvidas – uma na mente, outra no coração – há ainda uma terceira, e essa está na alma.
A mesma dúvida. Os ângulos é que são diferentes. É como formar um triângulo de espelhos, onde cada lado reflete a si mesmo na superfície do outro: pela eternidade.
Os paradoxos são parte de nós. E nós formamos nada mais nada menos que um paradoxo gigantesco com atitudes que nos contradizem ao mesmo tempo em que nos defendem. Somos incompletos paradoxos na busca de metáforas que nos completem, ao menos por um tempo.
Contudo o caminho não é esse e poucos o sabem.
É preciso encontrá-lo em um dos três espelhos e estilhaçar os dois restantes. Então concluo que os paradoxos se formam com nossas escolhas, assim como se destroem com as mesmas. Então nossas escolhas também são paradoxos, assim como o juízo, a responsabilidade e as formigas. Há quem diga que o mundo será dominado pelas formigas... Hei de dizer que o mundo há de ser dominado pelos paradoxos, se é que já não foi. Apenas não se deixe enganar por paradoxos que pareçam antíteses, como idades distantes, altos e baixos, sorrisos e lágrimas ou fogo e gelo.
Contudo, fiz como as personagens irritantes de filmes de terror fazem – elas correm em direção ao perigo, elas saem de casa mesmo com medo, elas se esquecem de trancar portas, gritam quando devem correr e o mais irritante: perguntam se o assassino está lá – eu encarei este pensamento que me dava medo, afinal ele não iria me enforcar ou enfiar uma faca no meu peito. Ao menos eu pensava que não.
Percebi assim, que os contrários estão por toda parte. E juntos os contrários formam um só, ou seja, mesmo sendo opostos eles trabalham por apenas um motivo. Por apenas um sentido... Descobri que duas antíteses, formam um paradoxo.
Então este paradoxo de duas pernas caminha. E caminha incansável. Dia após dia, noite após noite. Caminha ele por um jardim perfeito. O sol brilha forte, todavia não o bastante para prejudicar o belíssimo jardim.
A brisa fresca de verão faz com que os botões de rosa já abertos confundam-se com borboletas. Borboletas enraizadas. Borboletas que desejam, mas não podem voar. Essas rosas-borboletas ou essas borboletas-rosas são como metáforas num dia chuvoso. Completas pelos eufemismos que se disfarçavam de abelhas e vespas, que, ironicamente, dão ferroadas em sapos e pássaros, os superlativos daquele jardim.
Mas nada, nem abelha, nem sapo, nem comparações e menos ainda personificação que fosse, ousava entrar no caminho do paradoxo com pernas de espelho. Ele era o dono da rua, o rei da verdade. Já que a verdade nada mais é do que um próprio paradoxo, assim como a mentira e mais ainda é parecido com a justiça.
O paradoxo é simples. Sua complexidade o torna simples, já que não se trata de entender o paradoxo e sim as antíteses que o formam, ou seja, trata-se de entender a si mesmo.
Para cada dúvida no canto de nossa mente, há uma dúvida correspondente nos extremos do coração. E para cada duas dúvidas – uma na mente, outra no coração – há ainda uma terceira, e essa está na alma.
A mesma dúvida. Os ângulos é que são diferentes. É como formar um triângulo de espelhos, onde cada lado reflete a si mesmo na superfície do outro: pela eternidade.
Os paradoxos são parte de nós. E nós formamos nada mais nada menos que um paradoxo gigantesco com atitudes que nos contradizem ao mesmo tempo em que nos defendem. Somos incompletos paradoxos na busca de metáforas que nos completem, ao menos por um tempo.
Contudo o caminho não é esse e poucos o sabem.
É preciso encontrá-lo em um dos três espelhos e estilhaçar os dois restantes. Então concluo que os paradoxos se formam com nossas escolhas, assim como se destroem com as mesmas. Então nossas escolhas também são paradoxos, assim como o juízo, a responsabilidade e as formigas. Há quem diga que o mundo será dominado pelas formigas... Hei de dizer que o mundo há de ser dominado pelos paradoxos, se é que já não foi. Apenas não se deixe enganar por paradoxos que pareçam antíteses, como idades distantes, altos e baixos, sorrisos e lágrimas ou fogo e gelo.
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